Concerto para violino - "À Memória de um Anjo".
1º Movimento: http://www.youtube.com/watch?v=UrfoyyreUbE
sábado, 21 de agosto de 2010
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Libertadores, Brasileirão e Champions League - algumas considerações
De 1992 para cá, foram 19 edições de Libertadores da América. Destas, times brasileiros conseguiram chegar à final em 16 ocasiões (84.2%), tendo sido campeões em nove oportunidades (56.2%). É um amplo domínio, que pode e deve aumentar – vencendo mais finais. Por tudo isso, digo o seguinte - e não é inveja de corintiano que nunca comemorou um título do torneio: acho mais difícil, bonito e bacana conquistar o revigorado Campeonato Brasileiro, o melhor (não o mais forte) torneio nacional do planeta, em que praticamente a metade dos participantes tem chances reais de título, em que há de fato 12 clubes grandes em ação, e não dois ou três, no máximo quatro, como na Europa (acho que por isso eles gostam tanto da Champions, porque aí tem muito mais graça, pelo grau maior de indefinição). E digo 'melhor' mesmo e não 'mais equilibrado', porque penso na quantidade de grandes e tradicionais clubes que o disputam, de várias cidades, suas torcidas enormes e os jogadores revelados - não há paralelo no mundo, só em termos proporcionais, na Holanda. Penso inclusive que, dado as dimensões continentais do país, o Brasileirão poderia ser maior: ao invés de 20 clubes, poderiam ser 22 ou 24 – basta diminuir um pouco os estaduais, que não devem ser extintos mas não precisam ser tão longos.
Sugestão de mudanças para a Libertadores: 1ª e 2ª divisões?
Atualmente 32 times disputam a Libertadores da América. Seria melhor que fosse dividia em duas: séries A e B, com acesso e descenso, 16 clubes em cada uma. Com cabeças de chave previamente definidos, sistema de quatro grupos de quatro classificando dois times, e a partir da aí, mata-mata até a finalíssima, em um único jogo, nos moldes da Champions League. As quatro piores campanhas da Série A caem para a B, que por sua vez promove os quatro melhores times (os semifinalistas). TV transmitindo tudo, não creio que haveria muita reação por parte da Confederação Sul-Americana.
Sugestão de mudanças para a Champions: pontos corridos?
Hoje a Champions League também começa para valer com 32 clubes. Poderia selecionar 16 para disputarem um campeonato de pontos corridos, substituindo os nacionais europeus. Haveria uma fortíssima segunda divisão com, digamos, 24 clubes, dos quais 4 ascendem. E uma interessante terceira, com mais 24, também premiando os quatro melhores. TV cobrindo tudo, seria muito legal, mas as Ligas não permitiriam. Talvez só daqui a uns 10, 15 anos, com sorte.
Sugestão de mudanças para a Libertadores: 1ª e 2ª divisões?
Atualmente 32 times disputam a Libertadores da América. Seria melhor que fosse dividia em duas: séries A e B, com acesso e descenso, 16 clubes em cada uma. Com cabeças de chave previamente definidos, sistema de quatro grupos de quatro classificando dois times, e a partir da aí, mata-mata até a finalíssima, em um único jogo, nos moldes da Champions League. As quatro piores campanhas da Série A caem para a B, que por sua vez promove os quatro melhores times (os semifinalistas). TV transmitindo tudo, não creio que haveria muita reação por parte da Confederação Sul-Americana.
Sugestão de mudanças para a Champions: pontos corridos?
Hoje a Champions League também começa para valer com 32 clubes. Poderia selecionar 16 para disputarem um campeonato de pontos corridos, substituindo os nacionais europeus. Haveria uma fortíssima segunda divisão com, digamos, 24 clubes, dos quais 4 ascendem. E uma interessante terceira, com mais 24, também premiando os quatro melhores. TV cobrindo tudo, seria muito legal, mas as Ligas não permitiriam. Talvez só daqui a uns 10, 15 anos, com sorte.
Neymar
Faz tempo que não falo de futebol, vamos lá. Os babacas da objetividade podem ficar tranqüilos: o Neymar vai acabar jogando na Europa, mas o fato de, aos 18 anos, ter preferido permanecer no Santos - de contrato novo e mais valorizado – é auspicioso. Agora é segurar o Ganso!
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
A Rosa (1980)
É uma grandes canções de Chico Buarque, apesar de pouco badalada. A longa letra é engenhosa (rimando sempre a última palavra do verso com a primeira do seguinte) e hilária, com ótimas tiradas. A melodia, assimétrica, é só aparentemente simples - se repete como um caracol. A métrica tende para o decassílabo, mas de tônica quebrada. Muito bom.
Ouça em curioso registro de Chico com o cantor e compositor italiano Sérgio Endrigo (cantando em português [desconheço a data da gravação]).
http://www.youtube.com/watch?v=NlN1GvhFJeE
A Rosa
(Chico Buarque)
Arrasa o meu projeto de vida
Querida, estrela do meu caminho
Espinho cravado em minha garganta
Garganta
A santa às vezes troca meu nome
E some
E some nas altas da madrugada
Coitada, trabalha de plantonista
Artista, é doida pela Portela
Ói ela
Ói ela, vestida de verde e rosa
A Rosa garante que é sempre minha
Quietinha, saiu pra comprar cigarro
Que sarro, trouxe umas coisas do Norte
Que sorte
Que sorte, voltou toda sorridente
Demente, inventa cada carícia
Egípcia, me encontra e me vira a cara
Odara, gravou meu nome na blusa
Abusa, me acusa
Revista os bolsos da calça
A falsa limpou a minha carteira
Maneira, pagou a nossa despesa
Beleza, na hora do bom me deixa, se queixa
A gueixa
Que coisa mais amorosa
A Rosa
Ah, Rosa, e o meu projeto de vida?
Bandida, cadê minha estrela guia
Vadia, me esquece na noite escura
Mas jura
Me jura que um dia volta pra casa
Arrasa o meu projeto de vida
Querida, estrela do meu caminho
Espinho cravado em minha garganta
Garganta
A santa às vezes me chama Alberto
Alberto
Decerto sonhou com alguma novela
Penélope, espera por mim bordando
Suando, ficou de cama com febre
Que febre
A lebre, como é que ela é tão fogosa
A Rosa
A Rosa jurou seu amor eterno
Meu terno ficou na tinturaria
Um dia me trouxe uma roupa justa
Me gusta, me gusta
Cismou de dançar um tango
Meu rango sumiu lá da geladeira
Caseira, seu molho é uma maravilha
Que filha, visita a família em Sampa
Às pampa, às pampa
Voltou toda descascada
A fada, acaba com a minha lira
A gira, esgota a minha laringe
Esfinge, devora a minha pessoa
À toa, a boa
Que coisa mais saborosa
A Rosa
Ah, Rosa, e o meu projeto de vida?
Bandida, cadê minha estrela guia?
Vadia, me esquece na noite escura
Mas jura
Me jura que um dia volta pra casa
Ouça em curioso registro de Chico com o cantor e compositor italiano Sérgio Endrigo (cantando em português [desconheço a data da gravação]).
http://www.youtube.com/watch?v=NlN1GvhFJeE
A Rosa
(Chico Buarque)
Arrasa o meu projeto de vida
Querida, estrela do meu caminho
Espinho cravado em minha garganta
Garganta
A santa às vezes troca meu nome
E some
E some nas altas da madrugada
Coitada, trabalha de plantonista
Artista, é doida pela Portela
Ói ela
Ói ela, vestida de verde e rosa
A Rosa garante que é sempre minha
Quietinha, saiu pra comprar cigarro
Que sarro, trouxe umas coisas do Norte
Que sorte
Que sorte, voltou toda sorridente
Demente, inventa cada carícia
Egípcia, me encontra e me vira a cara
Odara, gravou meu nome na blusa
Abusa, me acusa
Revista os bolsos da calça
A falsa limpou a minha carteira
Maneira, pagou a nossa despesa
Beleza, na hora do bom me deixa, se queixa
A gueixa
Que coisa mais amorosa
A Rosa
Ah, Rosa, e o meu projeto de vida?
Bandida, cadê minha estrela guia
Vadia, me esquece na noite escura
Mas jura
Me jura que um dia volta pra casa
Arrasa o meu projeto de vida
Querida, estrela do meu caminho
Espinho cravado em minha garganta
Garganta
A santa às vezes me chama Alberto
Alberto
Decerto sonhou com alguma novela
Penélope, espera por mim bordando
Suando, ficou de cama com febre
Que febre
A lebre, como é que ela é tão fogosa
A Rosa
A Rosa jurou seu amor eterno
Meu terno ficou na tinturaria
Um dia me trouxe uma roupa justa
Me gusta, me gusta
Cismou de dançar um tango
Meu rango sumiu lá da geladeira
Caseira, seu molho é uma maravilha
Que filha, visita a família em Sampa
Às pampa, às pampa
Voltou toda descascada
A fada, acaba com a minha lira
A gira, esgota a minha laringe
Esfinge, devora a minha pessoa
À toa, a boa
Que coisa mais saborosa
A Rosa
Ah, Rosa, e o meu projeto de vida?
Bandida, cadê minha estrela guia?
Vadia, me esquece na noite escura
Mas jura
Me jura que um dia volta pra casa
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Mozart Camargo Guarnieri
A sinfonia nº 3, regida por John Neschling/Osesp, é impressionante. Guarnieri é provavelmente o maior sinfonista brasileiro de todos os tempos - mais do que isso, foi um grande compositor de seu tempo, mesmo com um prenome desta magnitude! Pena eu não ter conseguido nenhum link completo da obra.
Campanha
Lamentável o uso político do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). De novo, em artigo publicado na seção Tendências e Debates, da Folha, o manda-chuva do instituto, Marcio Pochmann, ataca o que seria uma gritante desigualdade no Estado de São Paulo, sem contextualizá-la, mostrando uma visão simplificadora e demagógica da realidade, e utilizando um tom ao mesmo tempo inquisitorial e debochado - algo que não condiz com o cargo que ocupa. Na verdade, trata-se de uma réplica ao artigo em que Manuelito P. Magalhães Júnior (que Pochmann chama de M. Magalhães Jr.), presidente da Emplasa - Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano S/A - respondia a um artigo de Pochmann, que já usava o mesmo tom para criticar o governo paulista. O fato de ser ano eleitoral torna a situação ainda mais constrangedora. Na prática, Manuelito derrubou todos os argumentos do atual presidente do Ipea, que usou o nobre espaço da Folha apenas para fazer política partidária, em nome de uma instituição que nem o regime militar ousou interferir politicamente, mas o PT, sim - aguardemos pela publicação da tréplica do presidente da Emplasa. Seguem os links disponíveis (em ordem cronológica) no ótimo Conteúdo Livre - http://sergyovitro.blogspot.com/ -, site que reúne artigos de toda a imprensa brasileira, mesmo para não assinantes.
http://sergyovitro.blogspot.com/2010/06/tendenciasdebates-para-onde-vai-sao.html (15/06/2010)
http://sergyovitro.blogspot.com/2010/07/sao-paulo-nao-se-acomoda.html (26/7)
http://sergyovitro.blogspot.com/2010/08/marcio-pochmann-sao-paulo-desigual.html (18/08)
http://sergyovitro.blogspot.com/2010/06/tendenciasdebates-para-onde-vai-sao.html (15/06/2010)
http://sergyovitro.blogspot.com/2010/07/sao-paulo-nao-se-acomoda.html (26/7)
http://sergyovitro.blogspot.com/2010/08/marcio-pochmann-sao-paulo-desigual.html (18/08)
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Apolíticos
Espero estar enganado, mas parece que o Brasil está entrando numa fase em que a escolha da chefia máxima do governo se tornou uma mera formalidade - o detentor do cargo define o seu "substituto", a portas fechadas, e a maioria da população, mesmo sem conhecer minimamente o personagem, referenda a indicação, nas urnas. Teríamos voltado aos piores momentos da República velha, em pleno século 21? Ou será a ressurreição do velho PRI mexicano?
Questão de escala
Gilberto Freyre se dizia um autêntico gênio brasileiro. Tendo a concordar, com a ressalva de que, se for mesmo assim, a quantidade de gênios já nascidos na Alemanha, por exemplo, deve alcançar quatro dígitos, pelo menos. Uma enormidade!
Insight
Você percebe que está ficando velho quando se dá conta de que seus pais eram mais novos (às vezes bem mais novos) do que você é hoje, em vários acontecimentos marcantes de sua infância e adolescência .
Beethoven - imitação de gênio
O primeiro movimento do concerto para piano nº 3, em Dó menor, de Beethoven, poderia ser, tranqüilamente, uma magnífica abertura do nº 28, de Mozart - que obviamente nunca foi composto, já que ele "só" chegou ao 27. É uma espécie de imitação, sim, porque, diferente da primeira sinfonia de Brahms* - que merece ser considerada a "décima" de Beethoven -, esteticamente não se dá um passo adiante. Mas só o fato de que a obra poderia, hipoteticamente, estar entre os melhores trabalhos da última e tão especial fase de Mozart, já é um grande feito, coisa de gênio. Como sabemos que não é o caso, falta a originalidade que Beethoven, ao menos em relação aos concertos para piano, só encontraria (não muito tempo) depois.
* Também a favor de Brahms, conta o fato de ter chegado tão longe logo em sua primeira sinfonia, enquanto Beethoven, já no terceiro concerto para piano, ainda não tinha alçado vôo próprio. Porém, há uma possível explicação: Brahms se lançou na empreitada de compor sua primeira sinfonia apenas na maturidade dos 40 e poucos anos, enquanto Beethoven, mesmo no concerto nº 3, ainda não tinha chegado aos 30 (a obra foi composta em 1800).
PS: há quem diga que a "verdadeira" 10ª de Beethoven é a segunda de Mahler... Ainda quero voltar ao assunto, que é fascinante.
Ouça com Nelson Freire ao piano e regência de Roberto Tibiriçá:
http://www.youtube.com/watch?v=b4cROUKAQSc (1º Mov. - primeira parte)
http://www.youtube.com/watch?v=j0IA6UUxk0Q (2 Mov. - segunda parte parte)
* Também a favor de Brahms, conta o fato de ter chegado tão longe logo em sua primeira sinfonia, enquanto Beethoven, já no terceiro concerto para piano, ainda não tinha alçado vôo próprio. Porém, há uma possível explicação: Brahms se lançou na empreitada de compor sua primeira sinfonia apenas na maturidade dos 40 e poucos anos, enquanto Beethoven, mesmo no concerto nº 3, ainda não tinha chegado aos 30 (a obra foi composta em 1800).
PS: há quem diga que a "verdadeira" 10ª de Beethoven é a segunda de Mahler... Ainda quero voltar ao assunto, que é fascinante.
Ouça com Nelson Freire ao piano e regência de Roberto Tibiriçá:
http://www.youtube.com/watch?v=b4cROUKAQSc (1º Mov. - primeira parte)
http://www.youtube.com/watch?v=j0IA6UUxk0Q (2 Mov. - segunda parte parte)
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