Passando na TV (TNT), dublado, intervalos intermináveis e ainda assim, ótimo - é um dos melhores filmes que vi nos últimos dois, três anos (ao lado de O Que Resta do Tempo e O Silêncio de Lorna). Como trilha orginal, apenas um tema absurdamente simples e eficiente, tocado na guitarra, em uma única corda.
- Ontem vi parte de um doc na TV Cultura sobre Errol Flynn (Diabo da Tasmânia - A Vida Rápida e Furiosa de Errol Flynn), excelente. O nome deve fazer referência à terra natal do ator, a Austrália, além, claro, da vida agitadíssima do astro em Hollywood. A quantidade e qualidade das imagens dos anos 30, 40 e 50, impressionantes. Já existiam ninfetas/tietes nos anos 40, e elas não eram nada inocentes - Errol sentiu na pele, para o bem (traçou todas que pôde) e para o mal (foi processado e quase condenado).
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Não resistiu
Sempre gostei da Wikipédia - sabendo usar, é muito útil, genial. Palmas para Jimmy Wales, seu criador, mas de repente parece que baixou uma vontade louca do cara de aparecer, porque, de umas semanas para cá, a pretexto de pedir doações para o site, logo aparece, no topo da página de qualquer pesquisa, uma foto de Wales de razoável tamanho e colorida, com seu nome e sobrenome. Tudo bem, o serviço sempre foi gratuito, sem banners, e pode estar em dificuldades, mas precisava da foto? De todo modo, pela popularidade da página, Wales já deve ter virado a mais uma nova celebridade mundial.
domingo, 5 de dezembro de 2010
Paulistas e cariocas (seleções) e Amoroso
Falta de programação boa na TV na madrugada pode dar nisso: vou escalar minha seleção paulista dos últimos 50, 60 anos, incluindo alguns reservas. PS antecipado: não estou me obrigando a ter visto todos os jogadores em ação. A eles: Gylmar (Leão), Djalma Santos (Zé Maria, Cafu), Luis Pereira, Roberto Dias (Dario Pereyra) e Wladimir (Noronha, Pedrinho, Odirlei); Dino Sani (Zito, Bauer), Ademir da Guia (Sócrates, Rivaldo, Pedro Rocha, Giovanni), Pelé (Ivair, Enéas, Jorge Mendonça, Leivinha) e Rivellino (Julinho,Muller, Dorval, Kaká); Careca (Amoroso, Pagão) e Coutinho (Toninho Guerreiro, Edu, Pepe, Serginho, Canhoteiro). PS 2: Não me animo a incluir Neto ou Marcelinho Carioca.
A verdade é que, a despeito dos grandes craques (Riva, da Guia, Sócrates, Rivaldo) e obviamente Pelé, me parece que o Rio foi um tanto mais abençoado - qualquer dia faço minha seleção carioca. Adianto que o ataque seria formado por Garrincha, Ronaldo Fenômeno (Qüarentinha) e Romário, com Didi, Gérson, Zico e etc - Vavá, Ademir e Jairzinho na reserva de luxo, Amoroso (Tio), Djalma Dias, Branco, Djalminha etc. Além de Nilton Santos, Carlos Alberto Torres, Leandro, Edinho, Dirceu, Mozer, Bellini, Aldair, Heleno de Freitas, Dida,Telê Santana, Edmundo, Jair Rosa Pinto, Zizinho, Dinamite. E pelo amor de Deus, Zagallo e Paulo Cesar Lima, NÃO!
PS: recuando um pouco mais no tempo, podemos incluir Domingos da Guia e Leônidas da Silva.
PS2: O Amoroso que começou no Guarani para mim foi um dos grandes atacantes brasileiros, e acho que faltou auto-promoção, lobby, sei lá, porque ele não é visto assim, e sequer participou de uma Copa do Mundo, ainda que tivesse sido artilheiro no Brasil, Alemanha e Itália, sempre jogando em equipes pouco mais que medianas - foi uma grande injustiça de Felipão não tê-lo convocado em 2002, estava em grande fase, e em 98 Zagallo poderia tê-lo chamado - seria muito melhor para formar dupla com Ronaldo do que o já velho e inoperante Bebeto, pois Romário se machucou e foi cortado. Suas contusões graves atrapalharam, mas nem de longe comprometeram sua carreira. Na Europa, se tivesse jogado num Real Madrid ou Juventus... O único técnico da seleção brasileira que o valorizou foi Vanderlei Luxemburgo, mas o atacante, que teve boas atuações, não deu muita sorte e logo se machucou.
Amoroso sempre foi muito rápido e oportunista, mas também era capaz de fazer gols de rara beleza. Me lembro de um contra o Santos, pelo Guarani, no Brasileiro de 94 (de que foi artilheiro, junto com Túlio, e revelação), no Brinco de Ouro, em que ele passou por cinco ou seis adversários antes de tocar para o gol vazio (depois, por coincidência, no ano seguinte, Giovanni devolveu, pelo Santos, no mesmo Brinco de Ouro, driblando meio time do Bugre, mas do outro lado do campo!). Sua média de gols sempre me pareceu bem acima da média, mas me recordo de que, procurando pelo site do jogador, já em 2003, não encontrei nada, que anti-marketing!
O grande Telê Santana, no final da vida, perguntado que jogador aproveitaria do São Paulo campeão da Libertadores e Mundial 2005, em relação ao time que, sob seu comando, conquistou os mesmos títulos em 1992/93, não hesitou em citar Amoroso (e apenas mais um nome, talvez Ceni, não me recordo agora).
A verdade é que, a despeito dos grandes craques (Riva, da Guia, Sócrates, Rivaldo) e obviamente Pelé, me parece que o Rio foi um tanto mais abençoado - qualquer dia faço minha seleção carioca. Adianto que o ataque seria formado por Garrincha, Ronaldo Fenômeno (Qüarentinha) e Romário, com Didi, Gérson, Zico e etc - Vavá, Ademir e Jairzinho na reserva de luxo, Amoroso (Tio), Djalma Dias, Branco, Djalminha etc. Além de Nilton Santos, Carlos Alberto Torres, Leandro, Edinho, Dirceu, Mozer, Bellini, Aldair, Heleno de Freitas, Dida,Telê Santana, Edmundo, Jair Rosa Pinto, Zizinho, Dinamite. E pelo amor de Deus, Zagallo e Paulo Cesar Lima, NÃO!
PS: recuando um pouco mais no tempo, podemos incluir Domingos da Guia e Leônidas da Silva.
PS2: O Amoroso que começou no Guarani para mim foi um dos grandes atacantes brasileiros, e acho que faltou auto-promoção, lobby, sei lá, porque ele não é visto assim, e sequer participou de uma Copa do Mundo, ainda que tivesse sido artilheiro no Brasil, Alemanha e Itália, sempre jogando em equipes pouco mais que medianas - foi uma grande injustiça de Felipão não tê-lo convocado em 2002, estava em grande fase, e em 98 Zagallo poderia tê-lo chamado - seria muito melhor para formar dupla com Ronaldo do que o já velho e inoperante Bebeto, pois Romário se machucou e foi cortado. Suas contusões graves atrapalharam, mas nem de longe comprometeram sua carreira. Na Europa, se tivesse jogado num Real Madrid ou Juventus... O único técnico da seleção brasileira que o valorizou foi Vanderlei Luxemburgo, mas o atacante, que teve boas atuações, não deu muita sorte e logo se machucou.
Amoroso sempre foi muito rápido e oportunista, mas também era capaz de fazer gols de rara beleza. Me lembro de um contra o Santos, pelo Guarani, no Brasileiro de 94 (de que foi artilheiro, junto com Túlio, e revelação), no Brinco de Ouro, em que ele passou por cinco ou seis adversários antes de tocar para o gol vazio (depois, por coincidência, no ano seguinte, Giovanni devolveu, pelo Santos, no mesmo Brinco de Ouro, driblando meio time do Bugre, mas do outro lado do campo!). Sua média de gols sempre me pareceu bem acima da média, mas me recordo de que, procurando pelo site do jogador, já em 2003, não encontrei nada, que anti-marketing!
O grande Telê Santana, no final da vida, perguntado que jogador aproveitaria do São Paulo campeão da Libertadores e Mundial 2005, em relação ao time que, sob seu comando, conquistou os mesmos títulos em 1992/93, não hesitou em citar Amoroso (e apenas mais um nome, talvez Ceni, não me recordo agora).
sábado, 4 de dezembro de 2010
Coppola
Coppola esteve no Brasil para divulgar seu novo filme, Tetro, rodado na Argentina. Aliás, faz um bom tempo que rodou, porque me lembro de ele ter sido flagrado pela TV argentina no estádio do Boca Juniors, num jogo importante, válido pela Libertadores da América de uns cinco anos atrás, no mínimo - vai ver era só a primeira visita ao país, com as primeiras sondagens.
Tenho uma admiração enorme pelo cineasta, autor de uma obra admirável, com altos e baixos que não maculam nem um pouco sua grandeza. Só o fato de ter concorrido com ele mesmo, pelo Oscar de melhor diretor (Godfather e A Conversação* estavam entre os cinco indicados, Coppola venceu com Godfather) em 1975, dá a medida da sua grandeza. E tudo isso com 36 anos recém-completados!
* Em 1974 A Conversação já havia faturado a Palma de Ouro de melhor filme no Festival de Cannes.
Tenho uma admiração enorme pelo cineasta, autor de uma obra admirável, com altos e baixos que não maculam nem um pouco sua grandeza. Só o fato de ter concorrido com ele mesmo, pelo Oscar de melhor diretor (Godfather e A Conversação* estavam entre os cinco indicados, Coppola venceu com Godfather) em 1975, dá a medida da sua grandeza. E tudo isso com 36 anos recém-completados!
* Em 1974 A Conversação já havia faturado a Palma de Ouro de melhor filme no Festival de Cannes.
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Pacino
No remake de Perfume de Mulher (1992), a cena em que Al Pacino, o tenente-coronel cego, resolve fazer as vezes de advogado improvisado do rapaz que o guiou em Nova York, no colégio de elite em que este faz o colegial, com bolsa de estudo porque é pobre, é uma das grandes atuações de um ator em Hollywood - quase impossível não sentir vontade de chorar, e não me venham com Brando ou Stanislavski, a não ser que se trate de Sindicato de Ladrões (1954).
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Max Weber
É provavelmente um dos maiores pensadores que a humanidade produziu, um gênio de primeira grandeza. É incrível o que este homem realizou em apenas 56 anos de vida. Escreveu tratados fundamentais sobre economia, política, religião, história, direito, e claro, sociologia. Estudei a uma parte ínfima desta obra monumental na USP, com grandes experts no sociólogo alemão, como Gabriel Cohn e Antônio Flávio Pierucci, mas não me arriscaria de jeito nenhum a tentar dar algum pitado aqui – o pensamento de Weber parece até fácil de entender, pela clareza das idéias, mas é de uma originalidade, complexidade e profundidade que chegam a assustar. O post é só para enfatizar minha admiração por ele.
Fábio Jr. ator
Ouvi agora pouco uma antiga canção de Fábio Jr. (‘Eu Me Rendo’, 1981, na verdade composta por Sérgio Sá), que me fez pensar na sua trajetória. Ele compôs e gravou algumas músicas boas antes de pender para o brega explícito, mas sempre achei uma pena que o sucesso musical o tivesse levado a praticamente abandonar a carreira de ator. Porque Fábio Jr., na juventude, foi um grande ator, uma estrela de primeira grandeza - no final da década de 70 e início da de 80, brilhou em vários papéis, tanto na TV como no cinema.
Depois que foi ganhando fama também como músico, passou a interpretar apenas ele mesmo e ficou meio canastrão e desinteressado – talvez o fizesse inconscientemente, quem sabe para que a Globo parasse de insistir em tê-lo como estrela principal de suas novelas das oito. Freud explica.
Depois que foi ganhando fama também como músico, passou a interpretar apenas ele mesmo e ficou meio canastrão e desinteressado – talvez o fizesse inconscientemente, quem sabe para que a Globo parasse de insistir em tê-lo como estrela principal de suas novelas das oito. Freud explica.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
É Proibido Proibir
Sei que está longe de ser uma obra-prima de Caetano, mas adoro essa música, tanto na versão de estúdio (em que ele recita trecho de um poema de Pessoa*), como na apresentação no teatro da PUC de São Paulo, o Tuca, pelo III Festival Internacional da Canção da TV Globo, em 1968, onde ele improvisa um belíssimo discurso contra a platéia de estudantes que o vaiavam.
http://www.youtube.com/watch?v=EeBa5AGBCkc (estúdio)
http://www.youtube.com/watch?v=mCM2MvnMt3c (discurso Tuca)
* do livro "Mensagem".
PS: os vídeos em si são fracos, valem pelo registro musical de acesso fácil.
http://www.youtube.com/watch?v=EeBa5AGBCkc (estúdio)
http://www.youtube.com/watch?v=mCM2MvnMt3c (discurso Tuca)
* do livro "Mensagem".
PS: os vídeos em si são fracos, valem pelo registro musical de acesso fácil.
"Don't dream It's over" - Crowded House (1986)
Link para nós, corintianos...!
http://www.youtube.com/watch?v=dZZfuCJ970w
http://www.youtube.com/watch?v=dZZfuCJ970w
Victor García
Ontem a TV Sesc exibiu um pequeno e interessante documentário sobre a histórica montagem de 'O Balcão' (J. Genet), em São Paulo (1969), dirigida por Victor García, importante encenador argentino de vanguarda, que veio ao Brasil a convite de Ruth Escobar, um ano antes, para montar 'O Cemitério de Automóveis' (Fernando Arrabal), que também se tornou um marco no teatro brasileiro, influenciando Zé Celso e Antunes Filho. Incrível como uma peça tão libertária e intensa tenha conseguido permanecer em cartaz por quase dois anos, em plena fase de chumbo da ditadura militar, pós AI-5.
Por sorte, sobreviveram boas fotografias em P&B da montagem, (cujo final foi alterado por García): destaque para o incrível cenário, do arquiteto Wladimir Pereira Cardoso (então marido de Ruth) -uma estrutura metálica de quase 30 metros de altura, em formato de "ovo", vazado, com vários planos. No elenco os jovens Claudio e Sérgio Mamberti, Paulo César Pereio, Célia Helena, Raul Cortez, Jonas Mello, Ruth Escobar (que assumiu o papel que seria de Cacilda Becker, que adoecera e morrera pouco antes), Jofre Soares, Ney Latorraca, entre outros - o elenco era enorme.
Os depoimentos de Mamberti, Pereio e do crítico Jefferson Del Rios são bastante esclarecedores - o diretor pensava um teatro total, em que o texto estava longe de ocupar o papel central nas encenações. García morreu precocemente em 1982, na França, aos 48 anos incompletos.
Por sorte, sobreviveram boas fotografias em P&B da montagem, (cujo final foi alterado por García): destaque para o incrível cenário, do arquiteto Wladimir Pereira Cardoso (então marido de Ruth) -uma estrutura metálica de quase 30 metros de altura, em formato de "ovo", vazado, com vários planos. No elenco os jovens Claudio e Sérgio Mamberti, Paulo César Pereio, Célia Helena, Raul Cortez, Jonas Mello, Ruth Escobar (que assumiu o papel que seria de Cacilda Becker, que adoecera e morrera pouco antes), Jofre Soares, Ney Latorraca, entre outros - o elenco era enorme.
Os depoimentos de Mamberti, Pereio e do crítico Jefferson Del Rios são bastante esclarecedores - o diretor pensava um teatro total, em que o texto estava longe de ocupar o papel central nas encenações. García morreu precocemente em 1982, na França, aos 48 anos incompletos.
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