sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Brahms (ler post abaixo)

Mas o primeiro movimento da sinfonia nº1 de Brahms chega perto daquela perfeição. Segue belíssima versão da Columbia University Orchestra: http://www.youtube.com/watch?v=v137BWsd_lw

La 5ª

Não sei por que, mas tem muita gente que parece que tem vegonha de dizer que a Quinta é a melhor sinfonia de Beethoven. E se isso é verdade, ela terá sido, até hoje, a maior sinfonia já composta por um ser humano - a despeito de Bruckner e Brahms (mas não Mahler), e das últimas sinfonias de Haydn e Mozart. Foi publicada em 1808, mesmo ano que a corte portuguesa se transferiu às pressas para o Brasil, fugindo do avanço de Napoleão (e daí? E daí muito!). Segue um bom link do primeiro movimento, ainda não deu pra saber que orquestra está tocando, mas é de primeira.
http://www.youtube.com/watch?v=_4IRMYuE1hI

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Miss You

Antes da volta, esta grande canção dos Rolling Stones, de 1978 - em plena era disco, algo pouco a ver com ela (mas nem tanto, se pensarmos bem): http://www.youtube.com/watch?v=hOf0FsA0Fio

De volta

Depois de dois meses inativo, o bog voltará a ser atualizado, acho que já a partir da semana que vem. Até lá!

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Nada Além (1937) - Mais intervalos de quarta

De Custódio Mesquita e Mário Lago.Tem dois belos intervalos de quarta. "Nada além de uma ilu-são". E também: "Mentindo sempre-diz". Esta canção é uma obra-prima da época de ouro da MPB. Segue versão original (um foxe, com o grande Orlando Silva) e a letra completa.

http://www.youtube.com/watch?v=_358PNNVDDc

Nada além
Nada além de uma ilusão
Chega bem
É demais para o meu coração

Acreditando em tudo que o amor
Mentindo sempre diz
Eu vou vivendo assim feliz
Na ilusão de ser feliz

Se o amor
Só nos causa sofrimento e dor
É melhor, bem melhor
A ilusão do amor

Eu não quero e nem peço
Para o meu coração

Nada além
De uma linda ilusão...

quarta-feira, 25 de maio de 2011

A mão que afaga é a mesma que... (ler post anterior)

Agora, no mesmo Canal Brasil, possivelmente um dos piores filmes já feitos: Sonho de Valsa (1987), de Ana Carolina. Xuxa Lopes faz o que pode, mas os diálogos são horríveis demais, a história, o roteiro, a direção de atores, idem, idem, idem, etc. etc. nesta pseudo-reflexão da alma feminina. E o grande Ney Matogrosso devia usar sua influência, à la Xuxa, para tentar impedir a exibição desse desastre. Ele está simplesmente ridículo como um dos protagonistas!

Jóia

O Canal Brasil está exibindo um dos melhores filmes brasileiros de todos os tempos, e falo sério: "Histórias que as Nossas Babás não Contavam" (1979), direção de Oswaldo de Oliveira (que fez a fotografia de " O Caso dos irmãos Naves", do grande Person), com a deusa Adele Fátima, nossa Scarlett esquecida.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Dois livros

De Edgar Morin. 'Vidal e os Seus' (1989) e 'Meu Caminho'- entrevistas com Djénane Kareh Tager. No primeiro, o grande intelectual e humanista francês conta a história do seu pai, na terceira pessoa. Genial e tocante. O segundo livro, não menos sensacional (e vale a pena ler nesta sequência) é uma longa conversa dele com a jornalista Djénane, realizada ao longo de 2008. Em julho o pensador faz 90 anos, na ativa, como sempre.

Cinema Olympia (1969)

Nunca fui um grande fã de Elis Regina, principalmente pela escolha de repertório da grande cantora. Mas adoro ouvi-la nesta canção de Caetano (pré-exílio), gravada pela primeira vez por Gal Costa.

http://www.youtube.com/watch?v=FJdwwWXB0Io

O Mestre-Sala dos Mares (1973): mais um intervalo de quarta

É quase uma obsessão minha, identificar esses intervalos bem construídos em canções de qualquer gênero ou estilo. Me lembrei de mais este, da dupla João Bosco/Aldir Blanc, que homenageia a ‘Revolta da Chibata’. A letra de Aldir, tipo samba-enredo histórico, não me soa bem, mas a melodia de Bosco, riquíssima, é extraordinária, repleta de temas, sub-temas e refrões que se sucedem, assumindo inclusive mudanças de andamento. O intervalo de quarta a que me refiro (e tão mais raro por iniciar [e encerrar] a frase musical) - “Gló-ria a todas as lutas ingló-rias” -, é notável, soando tão natural, e musicalmente, para uma canção popular, é tudo menos isso.




Segue link com Elis Regina cantando ao vivo, na inauguração do Teatro Bandeirantes, 1974. http://www.youtube.com/watch?v=n6-i_XQsxCE