domingo, 30 de janeiro de 2011

La Famiglia (1987)

Um dos grandes filmes do grande Ettore Scola. Uma reflexão poderosa e tocante sobre a passagem do tempo. Nunca foi lançado em DVD no Brasil, e os canais da TV paga também costumam ignorá-lo, o que é uma pena.

Revoluções

A Globo exibiu no Corujão Maria Antonieta, de Sofia Coppola. Belo filme, não tinha visto no cinema. A Revolução Francesa só aparece no finalzinho, e é inevitável pensar que ela foi a primeira de muitas que se arvoraram em "defensor do polvo”. Surgia ali um novo tipo de absolutismo – o bem intencionado, que se autojustificava sem nenhum limite. Ainda bem que a verdadeira revolução - a da democracia - já tinha começado nos Estados Unidos.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Calor

Ontem fazia 27 graus às onze da noite. Hoje está quase isso. O verão chegou forte em SP, para desespero da TV Record (e do Datena).

Menino prodígio

Passando Tubarão (1975), legendado. O filme não goza hoje de grande reputação, o que me parece injusto - as cenas de pânico na praia são puro Hitchcock, e da melhor safra. Na parte final, Hemingway para as massas. E claro, a cena do pescador sendo devorado pelo peixe é uma das mais impactantes do cinema, ever. Grande Spielberg.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

PIB per capta, pizza e shushi em São Paulo

Transformando os dados do Estadão de hoje, relativos ao PIB per capita da cidade de São Paulo (320 bilhões de reais, 11.244 milhões de habitantes) em dólares (a um câmbio de 1.7), chega-se a quase 17 mil dólares/ano (já o país está próximo de alcançar a marca histórica dos 10 mil dólares). Sem a carga tributária excessiva e as transferências desmedidas para a União, acho que SP já teria ultrapassado os US$ 30 mil.

E sim, pizzas e shushis continuam a mil: diariamente, 1 milhão de pizzas e 350 mil shushis são consumidos na cidade que hoje aniversaria.

Para efeito comparativo, confira abaixo o PIB per capita de alguns países em 2008, pré-crise (em milhares de dólares). Fonte: Banco Mundial.

Estados Unidos: 47.4
Bélgica: 47.3
Austrália: 46.8
França: 46.0
Canadá: 45.0
Alemanha: 44.7
Reino Unido: 43.7
Itália: 38.9
Japão: 38.4
Espanha: 35.1
Hong Kong: 30.7
Israel: 28.4
Distrito Federal: 27.0
Portugal: 23.0
República Tcheca: 20.7
Coréia do Sul: 19.1
Cidade de São Paulo: 16.7
Estado de São Paulo: 14.1 
Rússia: 11.8
Venezuela: 11.4
Turquia: 10.5
Chile: 10.1
Uruguai: 9.6
Brasil: 8.3
Argentina: 8.2
Bolívia: 1.6

PS: Luxemburgo e Noruega lideraravam o ranking entre todos os países, com inacreditáveis, respectivamente, 113 e 94.3. Logo em seguida, Catar (93.2), Suiça (68.4), Dinamarca (62.0), Irlanda (60.5 - e  pensar que era um país pobre menos de 20 anos atrás, incrível!) e Emirados Árabes Unidos (55.0).

PS2: Obviamente a China (já virtualmente a segunda economia mundial), devido a sua enorme população (1.3 bilhões), possui um PIB per capita baixo (menos de 4 mil dólares em 2008). Mas a conta para eles é outra: se conseguirem que meros 400 milhões de chineses consumam em padrões americanos, já será mais que suficiente para liderar o ranking, algo que deve acontecer nos próximos 10 ou 15 anos, se não houver nenhuma reviravolta econômica, claro - aliás, se houver (toc, toc na madeira), o Brasil tá frito!

PS3: o Brasil tem muito que evoluir.

E o ex-Leo fechou

Não sei por que deixei passar, já tem uns quatro, cinco meses, o fechamento do bar e restaurante do Leo, na Maria Carolina com Sampaio Vidal. Na verdade, havia quase dois anos não era mais do Leo (adorável figura), que, junto com o irmão, o tinha vendido, mas, apesar de ter passado por uma reforma bastante discutível, a casa manteve (não inteiramente, mas quase) as características que fizeram sua fama – bar agitado à noite, preços camaradas no almoço, muita simpatia no atendimento, cerveja sempre gelada e um peixe frito e rabada (quinzenal) bastante acima da média, além de um filé à parmegiana suculento e bem montado. Tinha também uma costelinha de porco honestíssima, às terças, entre outros pratos sempre bem servidos.

Nesta segunda fase, fiz amizade com o Djalma, jovem e competente gerente, exímio conhecedor de futebol internacional - gostava de passar lá para ver jogos da Champions League e me atualizar com ele das novas. Seu defeito é ser são-paulino!

Freqüentava o lugar desde 1998, como bar, mas só descobri que os almoços valiam a pena bem depois. Chato não ter podido me despedir do pessoal, fui pego de surpresa na última vez que fui para almoçar e encontrei tudo fechado - aliás, isso já tinha acontecido antes, mas achei que era por algum motivo excepcional e não dei muita bola (ato falho); na segunda vez perguntei a um vizinho, que me contou que o ex-Leo tinha sido comprado, e os novos donos fariam uma grande reforma (sempre ela!), para inaugurar a nova casa. A julgar pelos restaurantes do entorno, não tenho muita esperança que consiga ser tão interessante.  

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Reforma da Mário de Andrade

Parece que a biblioteca ficou maravilhosa, como em seus bons tempos. Meus pais, ainda universitários, começaram a namorar lá, no finalzinho dos anos 1950, época das "canalhas" literária e científica - grupos de estudos bem animados que batiam ponto na Mário de Andrade, de que faziam parte, além dos meus pais, Manoel Carlos, Carlos Henrique Escobar, Jairo Arco e Flecha, Zé Celso, Carlos Zara, Bento de Almeida Prado, José Gianotti, Cyro Del Nero, Enio Mainardi, entre muitos outros, assunto para outro post.

PS: minha mãe conseguiu no google uma longa entrevista com Mauro Rubens e Cyro Del Nero, de 2006, com histórias incríveis do período. Como está em PDF, coloquei o link da busca - depois de clicar, é a primeira pesquisa da página (em caixa alta), com o título Biblioteca Mário de Andrade Projeto Memória Oral.

http://www.google.com.br/search?sourceid=navclient&aq=10h&oq=&hl=pt-BR&ie=UTF-8&rlz=1T4GGLL_pt-BRBR375BR375&q=frequentadores+da+biblioteca+mario+de+andrade+na+d%c3%a9cada+de+50%2c+canalha+liter%c3%a1ria+e+cient%c3%adfica

sábado, 22 de janeiro de 2011

Documentário (canal National Geographic)

Impressionantes as imagens exibidas no programa Redescobrindo a Segunda Guerra, no episódio que trata da invasão da União Soviética pelos alemães, a partir de junho de 1941. No começo achei até que fossem encenações "vintage", picaretagem infelizmente comum e que assola  tantos docs de época, mas não era o caso - trata-se de imagens reais (em cores), feitas em película pelos próprios alemães (geralmente "soldados" da SS).

Que eles gravavam no front é sabido, mas o programa mostrou uma riqueza impressionante destes registros, ao longo de quase uma hora de programa: cenas de batalhas na Ucrânia e Rússia, rendições, execuções, colaborações de civis na perseguição e assassinatos de judeus, manobras dos soldados siberianos - trazidos do extremo leste para enfrentar os nazistas -, enfim, nada que lembrasse aqueles documentários com as mesmas imagens de sempre do conflito, como tantas vezes acontece com filmes sobre Pelé e Garrincha.

Tralhas Modernas

É um blog de música bem interessante, descobri há pouco. A propósito, faz tempo que quero escrever um post sobre Milton Nascimento, vou fazer isso.

http://tralhasmodernas.blogspot.com/

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

The Pocilga

Hoje comecei outro blog, uma experiência mais de levada twitter, mas sem os limites deste. Claro que a idéia é escrever textos bem mais curtos - às vezes só uma ou duas frases - que os de O Luzíada (que prossegue, sem mudanças), igualmente sem limitação de assunto.

Mas como nunca se sabe, posso precisar de um espaço maior que o do twitter, por isso um blog. Seu lema é: "Concisão sem pretensão". Segue link: http://thepocilga.blogspot.com/