quinta-feira, 10 de junho de 2010

Revolucíon à brasileira

Por mais que tente, não entra na minha cabeça que os cineastas brasileiros dos anos 60 - alguns já consagrados, e boa parte oriundos do Cinema Novo, movimento tão crítico ao sistema -, tenham aderido de tão bom grado à criação da Embrafilme, no auge da ditadura militar e em seu período mais sombrio (1969), recém AI-5. Cooptação é uma palavra que, se já não existisse, teria de ser criada especialmente para a situação. Haja pragmatismo ideológico... - um vexame, mas que é tratado como tabu por boa parte da imprensa, talvez para não comprar briga com os medalhões da intelligentsia da esquerda (artistas e críticos), ainda bem influentes. Uma pena, porque é um assunto na medida para um debate e/ou questionamento. Mas tudo bem, hoje temos a (já caduca) Lei Rouanet, bem mais discreta... Argh.

Oásis

Tão bom quanto raro usufruir de vida inteligente nas transmissões esportivas. No caso específico da Copa da África, cito os ótimos Luiz Carlos Júnior, Renato Maurício Prado, Telmo Zanini e Lédio Carmona, do Sportv, e Mauro Cezar Pereira, da ESPN Brasil. Fazem crítica sem demagogia, e possuem senso de humor sem patrulha nem populismo. Uau!

terça-feira, 8 de junho de 2010

Geneton/Nelson Rodrigues

Sensacional a entrevista (em texto) que o muito jovem Geneton Moraes fez com Nelson Rodrigues, em 1978. É longa (enorme) e maravilhosa - perguntas e respostas num nível lá em cima. Está disponível no blog do repórter no site G1, dividida em duas partes ("primeiro e segundo movimentos"), mas como não há um link direto, é preciso ir para endereço do blog: http://colunas.g1.com.br/geneton  e localizar o seguinte título: Especial / “Ao cretino fundamental, nem água”: relato de um encontro com o gênio Nélson Rodrigues (em dia de jogo da seleção brasileira !). Vale a pena.

Encolheu

A Folha de S. Paulo aumentou tanto a fonte da primeira página que me fez lembrar o Shopping News, e isso, claro, não é um elogio. Quanto às matérias, com fontes maiores, elas diminuíram bem de tamanho, como era de se imaginar - alguns colunistas, mas nem todos, perderam muito espaço. No último domingo, em meia hora, me dei por satisfeito. A impressão que passa é que a direção do jornal não quer tomar muito tempo do leitor, para não incomodá-lo - já há tantas solicitações... Acho uma postura muito tímida, pessimista. Para mim, quanto mais texto, mais matérias, melhor - saudades de quando guardava no computador várias reportagens e artigos que saiam no domingo, por falta de tempo de ler tudo no mesmo dia. Espero que seja só um problema temporário, típico de mudanças abruptas que não foram inteiramente assimiladas. Mas temo que não seja o caso, apenas perda de qualidade do conteúdo, decorrente da opção editorial minimalista. Se este é mesmo o jornal (de papel) do futuro, ele é sombrio.

Enquete 2

E quem jogou mais? Cruyff, Rivelino, Ademir da Guia, Eusébio, Zidane, Laudrup, Francescoli, Didi, Gérson, Jair Rosa Pinto, Platini, José Manuel Moreno, Zizinho, Puskas, Neeskens, Sócrates, Pedro Rocha, Bobby Charlton ou Zico? PS: Pelé, Garrincha e Maradona não contam, são incomparáveis. E em relação aos centroavantes inesquecíveis? Romário, George Best, Van Basten, Ronaldo, Di Stefano, Gerd Müller, Weah, Reinaldo, Friedenreich, Careca, Fontaine, Coutinho, Leônidas? PS2: para mim - sem ter visto todos, claro -, respectivamente: Zico e Cruyff (empate técnico)e Romário!

Enquete

Em tempo de Copa do mundo, uma pergunta: qual foi mo maior líbero de todos os tempos? Franz Beckenbauer ou Franco Baresi? De qualquer forma, ambos foram gênios do futebol. PS: Fernando Redondo não foi um líbero, mas como volante, está entre os maiores.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Infância: pau pra toda obra

Incrível como tem clichês evidentes que parecem não intimidar certa intelligentsia. Há pouco, em uma entrevista na revista Bravo, um conhecido escritor inglês repete a ladainha de que passou a escrever “depois de ter realizado que nunca mais teria sua infância de volta” etc e tal. É um clichê freudiano repetido como verdade absoluta, mas o ponto nem seria esse. Se perder a infância é um trauma tão acachapante, deveria ser assim para todos - para o arquiteto, enfermeira, cineasta etc. etc. Mas é engraçado notar que são os escritores os que mais reivindicam e se apegam a esse clichê para se justificarem como artistas. Essa atitude talvez diga algo sobre a natureza do ofício.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Beethoven/Tolstói

A abertura da sonata para violino e piano nº 9, em Lá maior, op. 47, também conhecida como sonata Kreutzer, é mais uma daquelas criações que só um compositor monstruosamente genial poderia conceber. Chega a dar angústia, de tão sinistra e enigmática - Beethoven da segunda fase na veia. http://www.youtube.com/watch?v=mixnMzHUYxA
Noto que o tema começa em tonalidade maior, mas o magistral acorde incial do piano é menor. Tolstói escreveu uma novela elogiada com esse nome ("A Sonata de Kreutzer"), que não li. Só mesmo Tolstói para se arriscar tanto, mas ele podia.

A surpresa da Copa será a seleção dos Estados Unidos

Uns dias atrás, recebi de uma drogaria uma tabela da Copa muito bem feita, que estava pedindo para ser preenchida. Hoje tive um tempinho e cometi minhas previsões. Para minha surpresa, feitos os chutes, a seleção dos Estados Unidos aparece nas semifinais! Isso, caso os americanos consigam eliminar a Argentina, nas quartas - o que, por sua vez, seria uma pena, porque esse time de Maradona promete um grande futebol. De qualquer forma, os EUA chegarem a uma quarta de final de Copa do Mundo já se configuraria uma bela zebra. Eis os confrontos: Inglaterra (vencedor do jogo 57) X Estados Unidos (vencedor jogo 58) e Holanda (vencedor jogo 59) X Espanha (vencedor jogo 60). O campeão? Inglaterra, na prorrogação, em final histórica contra a Holanda!

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Blog com novo visual