terça-feira, 26 de abril de 2011
Breake
Nos últimos dois meses, não estou atualizando o blog como gostaria. Me faltam atualmente energia, tempo e inspiração para tanto, ainda que os temas continuem me chegando aos montes (e devidamente anotados em meu celular). Desde que este espaço foi criado - dezembro de 2009 -, é a primeira vez que isso acontece. Os motivos existem, mas não cabem aqui. Para meus poucos mas fiéis leitores, peço um pouco de paciência, pois vou retomar o velho ritmo brevemente, assim espero.
terça-feira, 12 de abril de 2011
"E o que resta não destrói a memória"
Não sou um grande fã do gênero conto, mas sempre que posso volto a O Dr. Henry Sewyn, de Sebald, o primeiro conto do livro "Os Emigrantes" (editora Record, em excelente tradução de Lya Luft e linda capa verde-água e laranja), que li pela primeira vez no meio de 2005. É uma obra-prima do começo ao fim, e me reconforta a cada leitura. O que mais se pode pedir de um livro ou qualquer obra de arte?
segunda-feira, 11 de abril de 2011
"Neste momento, às margens do Sena, junto a Maison de la Radio, os termômetros marcam..."
Esse bordão me marcou. Reali Júnior morreu no sábado passado, aos 71. Quando eu era criança - na metade dos anos 1970 -, o ouvia com frequência no caminho para a escola, no rádio do carro dos meus pais, que gostavam de acompanhar o Jornal da Manhã*, da Jovem Pan ("Repita!"). Me impressionava com as temperaturas invariavelmente baixas de Paris - a não ser nos meses de verão, e olhe lá. Ficava imaginando como seria essa tal Maison de la Radiô. Reali era uma voz marcante, um grande texto, jornalista completo e famoso também pela generosidade incomum. Não sabia que estava doente. Vai fazer muita falta.
* Logo me tornei um fã deste noticiário ágil e muito bem produzido, que está no ar até hoje, basicamente no mesmo formato, compreensivelmente sem a mesma relevância daqueles tempos - numa época ainda bem distante da internet, o Jornal da Manhã sabia repercurtir com muita competência as principais manchetes da grande imprensa de São Paulo e Rio, o que o fez ganhar uma audiência fiel e numerosa. Gostava especialmente das entradas ao vivo dos correspondentes, que davam boletins direto das capitais, de norte a sul do país (além de Realy, de Paris). Além dos sotaques próprios de cada região, o contraste das temperaturas me encantava.
* Logo me tornei um fã deste noticiário ágil e muito bem produzido, que está no ar até hoje, basicamente no mesmo formato, compreensivelmente sem a mesma relevância daqueles tempos - numa época ainda bem distante da internet, o Jornal da Manhã sabia repercurtir com muita competência as principais manchetes da grande imprensa de São Paulo e Rio, o que o fez ganhar uma audiência fiel e numerosa. Gostava especialmente das entradas ao vivo dos correspondentes, que davam boletins direto das capitais, de norte a sul do país (além de Realy, de Paris). Além dos sotaques próprios de cada região, o contraste das temperaturas me encantava.
sábado, 9 de abril de 2011
TCM, madrugada e M. Pfeiffer
Há filmes que vão melhor na madrugada. Como o remake de Scarface (1983), Brian de Palma. O bom é que o canal TCM sabe disso. PS: Michelle Pfeiffer deveria ter ganhado um Oscar de coadjuvante pelo papel de mulher de gangster, contrastando com sua beleza quase absurda, no sense - claro que Al Pacino também merecia um por seu Tony Montana, meio over, é verdade. Aliás o filme, estranhamente, não mereceu nenhuma indicação. Roteiro de Oliver Stone. Nunca vi a versão original, de 1932 (Howard Hawks).
End of line
Passa no canal futura mais uma reprise de Paris, Texas (1984). Nastassja Kinski está divina aos 24 anos, e nada de anormal nisso, já que ela é, foi, uma das deusas do cinema - hoje é Scarlett. Mas Deus, que filme chato, chega a ser ridículo de tão pretensioso e piegas - sim, piegas, talvez o maior insulto que se possa fazer a Wim Wenders, "o profundo". E aquele trilha diluindo tudo o quanto é possível do blues é uma monstruosidade chatérrima também, assim como cada um daqueles enquadramentos vazios no "deserto". E como foi badalado, aclamado - papou uma Palma de Ouro de Cannes, nada mal. E não deixa de ser até hoje, com todas essas reprises na TV (mas hoje engana bem menos trouxas, que bom). Dizer que o filme envelheceu muito mal seria um elogio, por considerar que ele chegou a ser bom, o que não é verdade. Argh.
PS: Mas adoro Wim Wenders, não por esse filme, claro!
PS: Mas adoro Wim Wenders, não por esse filme, claro!
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Christophe Honoré e jazz
É o pior 'melhor jovem ator francês' dos últimos tempos. Poser total.
PS: filmes ambientados em Paris com trilha de bebop - devia ser proibido, para o bem do bebop (e de Paris).
PS: filmes ambientados em Paris com trilha de bebop - devia ser proibido, para o bem do bebop (e de Paris).
quarta-feira, 30 de março de 2011
Bach e Mozart - aberturas
Bach andou fazendo aniversário. A abertura de sua Paixão Segundo São Mateus (BWV 244) é uma das obras máximas da música humana. Talvez a abertura do Requiem (K 626) de Mozart possa, eventualmente, lhe fazer frente.
http://www.youtube.com/watch?v=nuBeByQQUo8 (Münchener Bach-Orchester).
http://www.youtube.com/watch?v=jqkMbk8eX6Y (Filarmônica de Viena, regência Karl Böhm).
http://www.youtube.com/watch?v=nuBeByQQUo8 (Münchener Bach-Orchester).
http://www.youtube.com/watch?v=jqkMbk8eX6Y (Filarmônica de Viena, regência Karl Böhm).
segunda-feira, 28 de março de 2011
I Heard It Through The Grapevine (1968)
No dia que o pop brasileiro produzir algo remotamente à altura desta obra-prima celebrizada na voz de Marvin Gaye, o América do Rio já terá sido pentacampeão mundial!
http://www.youtube.com/watch?v=hajBdDM2qdg
http://www.youtube.com/watch?v=hajBdDM2qdg
domingo, 27 de março de 2011
Decepcionado mas não surpreso
Eu sei que Caetano Veloso escreve uma coluna para O Globo (acho que quinzenal, aos domingos), por isso estava curioso e ao mesmo tempo apreensivo sobre o que ele teria a dizer sobre o imbroglio do tal blog de poesia de sua irmã Maria Bethânia, financiado com dinheiro público. Apreensivo porque o considero um grande artista, um dos maiores que o Brasil já produziu, e a chance de se equivocar na defesa da irmã era enorme. E não deu outra. Hoje saiu pelo jornal um texto de sua autoria, totalmente equivocado, fora de tom, defendendo o indefensável e, principalmente, perdendo tempo em negar aquilo que não se disse sobre o assunto. Uma lástima.
sexta-feira, 18 de março de 2011
Shakira 3 X 1 Madonna
Shakira está fazendo shows no Brasil, e, por curiosidade, já que não conhecia praticamente nada do seu trabalho, acabei assistindo a alguns vídeos da artista no Youtube. Fiquei chapado - ela é nada menos que estonteante. Dança divinamente, e sua bela voz consegue ser naturalmente suave e sexual ao mesmo tempo, vulgaridade zero. Mesmo rebolando, passa uma imagem de mulher frágil, ultrafeminina, à Marilyn, que "precisa" do homem amado. É quase em tudo o oposto do que é (foi) Madonna, que, com sua coreografia fake de bad girl da Broadway, parece jogar sua independência na nossa cara (os homens), como que nos dando uma banana, como se isso fosse mesmo necessário, talvez tivesse sido. Fico com a primeira, de longe, ainda que Madonna voltasse aos seus 34 anos, idade da colombiana de Barranquilha.
http://www.youtube.com/watch?v=rgh0EXgaCWE
http://www.youtube.com/watch?v=rgh0EXgaCWE
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