terça-feira, 10 de agosto de 2010
Ritmos
Ao ouvir hoje Tricky, me ocorreu que trip hop é um foxtrot que retarda, ou retardado, como queiram.
Google 2
Aliás, às vezes é bastante preceptível como a matemática (assim como a física) é uma criação humana para descrever fenômenos que são apreendidos sempre do ponto de vista humano. Quer dizer, os fenômenos não precisam obedecer à nossa escala, mas a percepção deles, sim. Exemplo: se Haroldo tem 21 anos e José 10 anos, e como obviamente essa diferença se mantém fixa ao longo da existência dessas duas pessoas, com o passar do tempo ela parecerá menor – quando H chegar aos 59, J terá 48. Essa é uma percepção humana – relacionada ao fato concreto de que dois seres humanos com essas idades teriam normalmente menos diferenças do que naquele passado descrito -, mas que é também matemática, já que, com o passar do tempo, a diferença de idade entre H e J será proporcionalmente cada vez menor em relação à idade de cada um.
PS: O mesmo em relação ao conceito de relatividade proposto por Galileu, e depois desenvolvido e levado às últimas conseqüências por Eisntein. O primeiro escolheu o exemplo de uma pessoa lançando uma pedra para cima, verticalmente, dentro de um barco. Para essa pessoa, o movimento da pedra foi de fato retilíneo, mas como o barco está se movendo, uma pessoa que assista ao evento em terra achará que a pedra descreveu um movimento de parábola, curvo, enfim. Einsten prefere a imagem da pessoa dentro de um trem (no meio de sua extensão) em movimento, e dois raios caindo simultaneamente, na frente e atrás dele. Como o trem está se movendo, isso fará com que esta pessoa ache que um dos raios caiu antes do outro - aquele que caiu na direção para a qual o trem está se deslocando. Mas uma outra pessoa que estiver no mesmo ponto, mas parada em relação ao trem (sentada no chão, por exemplo) achará que os raios caíram ao mesmo tempo. Evidente que não existe certo e errado, ambos estão certos porque enxergam o fenômeno de sistemas de referências distintos. Einstein comprovou tudo isso matematicamente usando equações simples, baseadas na geometria euclidiana.
PS: O mesmo em relação ao conceito de relatividade proposto por Galileu, e depois desenvolvido e levado às últimas conseqüências por Eisntein. O primeiro escolheu o exemplo de uma pessoa lançando uma pedra para cima, verticalmente, dentro de um barco. Para essa pessoa, o movimento da pedra foi de fato retilíneo, mas como o barco está se movendo, uma pessoa que assista ao evento em terra achará que a pedra descreveu um movimento de parábola, curvo, enfim. Einsten prefere a imagem da pessoa dentro de um trem (no meio de sua extensão) em movimento, e dois raios caindo simultaneamente, na frente e atrás dele. Como o trem está se movendo, isso fará com que esta pessoa ache que um dos raios caiu antes do outro - aquele que caiu na direção para a qual o trem está se deslocando. Mas uma outra pessoa que estiver no mesmo ponto, mas parada em relação ao trem (sentada no chão, por exemplo) achará que os raios caíram ao mesmo tempo. Evidente que não existe certo e errado, ambos estão certos porque enxergam o fenômeno de sistemas de referências distintos. Einstein comprovou tudo isso matematicamente usando equações simples, baseadas na geometria euclidiana.
To google
Impressionante como, 12 longos anos depois do advento Google, seus concorrentes ainda não conseguiram sequer chegar perto da qualidade das buscas da empresa de Sergey Brin e Larry Page. Testei há pouco o elogiado Bing, da Microsoft e foi um desastre – me lembrou das frustrantes tentativas de busca da era pré-google (Altavista, Yahoo! etc). Deve ser um caso muito raro na história do capitalismo – o pulo do gato de uma empresa revolucionária permanecer como um segredo bem guardado por tanto tempo. Aliás, provavelmente nunca um invento foi tão determinante para a popularização (e devida importância) da matemática como o sistema de buscas do Google, porque ele é aparentemente bem sucedido em transformar o caos da produção diária da humanidade em algo palpável, mensurando a relevância de cada coisa em relação ao todo por meio de impacto matemático dos acessos.
Cinebios
Em breve vai estrear o filme sobre a juventude de John Lennon antes da fama, “O Garoto de Liverpool” (o título original, “Nowhere Man Boy, é bem melhor). Não vou perder, mas também gostaria de ver na tela grande um filme sobre Einstein, quase nos mesmos moldes – mostrando sua adolescência e alta juventude, mas incluindo o “ano miraculoso” de 1905, quando, aos 26, começou a revolucionar a ciência.
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Programão de Dia dos Pais
No sábado à noite, com seu filho de quatro anos no colo, assistir a quase 3 horas seguidas de Garfield na TV, gargalhando com ele das piadas do genial gato devorador de lasanhas!
O triunfo dos macaquitos
Como ficou anacrônica a rivalidade Brasil/Argentina. Só sobrou o futebol, parecido com o que acontece entre Estados Unidos e Canadá nos esportes de inverno (hóquei, patinação etc). Mas se o Canadá não precisa se preocupar com comparações, o mesmo não se pode dizer da Argentina, que apesar de linda e interessante, parece estagnada, e não só economicamente. De qualquer forma, mesmo que não fosse o caso, o fato é que o Brasil finalmente foi ganhando a escala econômica proporcional ao seu tamanho e população, e se descolou de qualquer país vizinho. Óbvio que os gargalos são imensos, principalmente na educação, e ainda falta muitíssimo para chegar a um IDH menos indecente, quanto mais o desenvolvimento pleno, mas com quase 200 milhões de habitantes, os desafios brasileiros são de outra magnitude quando comparados a qualquer outro país da América Latina, incluindo o México - o que não significa que tirar uma Guatemala da pobreza seja uma missão menos complexa, é só uma questão de escala mesmo.
Cachoeira de ruindade
Em um post de alguns meses atrás, defendi que "Senta Aqui", com Fábio Jr., era a pior letra de sucesso jamais composta no Brasil. Não mudei de idéia, mas registro que há outro hit de letra tão horrível quanto, e mais ou menos da mesma época. Na voz de Ronnie Von, "Cachoeira" (1983), de Thomas Roth e Luis Guedes.
Cachoeira
Tantos mistérios pra desvendar
Nas manhãs que abrem teu coração
Nesse teu corpo de mel e luar
Cada dia semear a mais linda canção
Pra colher as estrelas do céu
Nesses teus olhos de mar e luar
(refrão e bis)
Teu amor é cachoeira
Que levou meu coração
Nas águas de um rio de sonhos
Que desperta em tuas mãos
Cachoeira
Tantos mistérios pra desvendar
Nas manhãs que abrem teu coração
Nesse teu corpo de mel e luar
Cada dia semear a mais linda canção
Pra colher as estrelas do céu
Nesses teus olhos de mar e luar
(refrão e bis)
Teu amor é cachoeira
Que levou meu coração
Nas águas de um rio de sonhos
Que desperta em tuas mãos
Não é o chanceler
Desde criança tenho o costume de ler as placas dos carros, para saber de onde eles são. Em São Paulo, já encontrei carros de Manaus, Boa Vista etc., mas a maior surpresa aconteceu há pouco: a placa do carro da frente (um Gol azul escuro), era de um lugar de nome difícil de ler, grafado em alemão legítimo - SCHROEDER. Claro que só podia ser de Santa Catarina!
sábado, 7 de agosto de 2010
Comics e a democracia
Toda vez que topo com algo como Sin City, fico me perguntando se esse gênero de comics não seria um tipo de "nostalgia" de um totalitarismo político (ou uma 'era das trevas' medieval) que os americanos obviamente nunca estiveram nem perto de vivenciar. Já detectei essa tendência em outras histórias, sempre nos comics, sempre made USA. Acho que por isso não tenho muito paciência com quadrinhos ditos “sérios” – para mim invariavelmente superestimados.
Dúvida (2)
A geração de artistas que está próxima ou já passou um pouco dos 70 anos, no Brasil e no mundo, célebres desde muito jovens, nunca foi muito reverente com os mais velhos - era um ou outro ídolo vivo, e olhe lá. Hoje acontece o contrário: é um tremendo oba-oba por parte de um amplo leque geracional, dos 50 para baixo, que idolatra, sem dó, uma grande quantidade de ”velhinhos” de praticamente de todas as expressões artísticas, que estão ou não na ativa. Talvez porque mais artistas estão conseguindo chegar à terceira idade. Ou porque a obra desses velinhos é incomparavelmente melhor.
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